DA ESQUERDA PRA DIREITA

EDÍSIO - PAULO - MARCELO - FÁBIO - FERNANDO

terça-feira, 13 de abril de 2010

BANDA ARQUIVO Y - como tudo começou

A gente sempre falava em montar uma banda. No final de 2001, na faculdade, comentei com Ronie, amigo de longa data e grande conhecedor de música, que um colega estava vendendo duas guitarras. Fomos à casa dele e as adquirimos. Uma Strato, comprada por ele e uma Les Paul, por mim. Combinamos de estudar e um dia formar uma banda. Essa foi a ‘longa’ participação do Ronie no projeto, porque ele não aprendeu a tocar e por isso ficou como fã mesmo. Quando falei no começo dessa história que ‘a gente sempre falava em montar uma banda’’, estava me referindo ao Valber, outro grande amigo de longa data (1986). Fui à casa dele com essa Les Paul preta e renovei a idéia. Ele concordou, disse que seria o baterista, comprando de imediato algumas peças desse instrumento e me convencendo a chamar o Paulo pra ser o baixista simplesmente porque ele era canhoto. Tudo bem, com esse argumento não tinha como questionar. Fomos à casa do Paulo e começamos a falar sobre essa vontade mútua de sermos músicos e termos uma banda. O problema é que ninguém tocava nada. Estávamos todos nos primeiros acordes e batuques. O Paulo já tinha um contrabaixo e um violão que ele arranhava mal à beça, eu mais perdido que bala em tiroteio de cego e o Valber naquela marra de sempre. Depois de alguns dias escolhemos algumas músicas e marcamos um ensaio. Não me lembro se foi nesse ou em outro ensaio, só sei que o Valber apareceu com o nosso vocalista, o Pequeno Trovão/Cigano Igor Juninho, amigo da época em que tocávamos na banda da escola. Iniciamos os trabalhos com a escolha do repertório, muitos ensaios e aquela impressão de que seria muito difícil, mas que com o tempo tudo se ajustaria. Esses ensaios eram em Planaltina (todos morávamos na cidade) no ‘apertamento’ do Valber. Montávamos tudo na sala, o Paulo ligava o contrabaixo num som 3 em 1 que acabou estourando as caixas e o Juninho, com vergonha, ficava escondido no quarto da Maria Clara (filha do Valber) tentando cantar. Depois passamos para a garagem, porque uma banda sem garagem não é banda. São muitas histórias: nega maluca, ‘pô Paulim, toca mininu da portêra...’ mas depois eu conto tudo isso. Teve o episódio da escolha do nome. O que eu não esqueço foram as opções que tínhamos: Dona Selma (o meu preferido, referindo-se a nossa antiga diretora, mas Valber não quis por causa da Banda Tia Nastácia - não entendo isso até hoje), Filhos do Limeira e Véi Bocoió (referindo-se ao nosso primeiro professor de música, mas como o Paulo nunca tinha estudado com ele o nome não foi aprovado), Chiita Chaato (nome que quase ficou mas o Paulo não gostou), Los Quatro Picaretas e Los Quatro Caras-de-Pau (o Juninho tinha comércio e ficou com medo de prejudicar seus negócios e o Valber disse que já tinha Los Hermanos - ai meu Deus!). Sobrou então Archivo Y (mudamos para Arquivo Y recentemente). Foi uma idéia do Valber, brincando com o nome do seriado da TV, que entrou pela reprovação dos outros nomes e por falta de mais opções. Mas que acabou influenciando o nosso repertório por um tempo com aquela idéia de músicas arquivadas e esquecidas num fundo de armário. Ensaiamos todos os dias durante um mês para nossos dois primeiros shows: um na casa do Gilson pra comemorar o Dia do Rock e o outro no aniversário do Paulo (junho e julho de 2002). No geral, foram boas apresentações. As coisas engraçadas conto depois (pé na parede estilo tarde dançante e gente que queria ir embora para não ter o show). Uma coisa que ficou marcada naquela época foi a nossa amizade. Saíamos juntos com muita frequência, sempre acompanhados pela família. Cinema com as crianças, shopping com as esposas e namoradas, cervejadas e mexidão durante e depois dos ensaios (coitada da Rachel), etc. Foi uma época muito legal, o começo de uma grande amizade e a realização de um grande sonho.

Hoje, a Banda Arquivo Y é formada por Fábio Monkey (voz e violão), Marcelokallunga (guitarra), Paulo Arthur (contrabaixo), Edísio Lacerda (teclado e saxofone) e Fernando Assumpção (bateria).

2 comentários:

Ronie disse...

Fala Marcelo e Artur!!!!!!!!!!

Olha só que beleza, até que enfim tenho notícias de vocês.

No entanto, alguns esclarecimentos tem que ser feitos.

1) Ainda tenho a guitarra, como sempre desafinada, como sempre empoeirada, incluindo todos os manuais e revistas com cifras. Um dia estudarei com afinco. Quer dizer, gosto mesmo é de Ramones e Clash, então não precisa estudar muito. Quem disse que eu não sei tocar? sou tímido e não gosto de aparecer. Qualquer dia conto sobre minha apresentação acústica com o Zé Augusto nos idos de... sei lá de quando. A interpretação de "Rubro Zorro" entrou para a história de quem ouviu!!!

2) Pera lá: eu ajudei na elaboração do repertório inicial. Ainda tocam "Luzes"? Marcelo já aprendeu a introdução de "Lips Like Sugar" ou seria "Bring on the dancing horses"? Quero os devidos créditos: produtor tá bom prá mim.

3) Correção: as fotos são da Chácara Vitória e não da Ch. Paraíso, faça o mea culpa.

4) Pagar 15 merrecas prá ver meus brother tocarem? Nem a pau juvenal!

5) Acho que tenho fotos de vocês tocando no meu casamento.

Abraços para os outros integrantes da banda Beto, Edísio e Fábio. Já estão convidados para a próxima feijoada que eu fizer.

Erick Uchoa disse...

Olá Paulo,

Que satisfação saber que você está engajado na área musical. Não esqueço dos nossos tempos de curtição das melhores bandas de nossa época (anos 80), como por exempo: Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Biquini Cavadão.
Fiquei sabendo por meio do meu irmão, o Ricardo, que você ao agradecer alguns amigos, que foram prestigiar sua banda, mandou um abraço para mim.
Gostaria de retribuir esse abraço desejando que Deus ilumine seus caminhos e que você e sua banda façam muito sucesso!!! Erick Uchoa